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Hela

Another blog, same thing. ✨ Aqui falamos de moda, tendências, opiniões e muito mais.

30
Ago19

Os novos truques dos media

Será que a comunicação social passa todas as informações ou só o que lhes interessa?

Tita Vicente

Na quinta feira vi uma publicação no blog Corta Fitas que fala sobre a desinformação nas notícias e sobre como os meios de comunicação social só passam o que lhes importa e ignoram certos dados que se calhar devíamos ter mais atenção. Vivemos numa era em que tudo está disponível à distância de um clique, basta uma rápida pesquisa no Google para perceber o que é real ou não e se existem informações que se calhar não estão a ser difundidas.

Desde que surgiram os protestos em Hong Kong que nas notícias se tem falado da falta de liberdade de expressão que existe na China. Para quem não sabes eles têm o acesso recusado a várias plataformas que nós usamos diariamente como o Facebook, Instagram, Youtube, etc. Eles têm redes sociais próprias, uma aplicação do género do nosso Whatsapp e muitas outras coisas que se calhar nós não temos noção. E com isso – e como licenciada em Jornalismo – eu fiquei a pensar será que tudo o que lemos é realmente o que está a acontecer? Será que existem informações exageradas? Será que existem informações que não divulgam? Existem um milhão de “será?” que surgem na minha cabeça. E quem fala do assunto dos protestos, fala dos dezasseis dias que demorou para o mundo saber que a Amazónia estava a arder de forma absurda, enquanto que depois outras notícias que não importam assim tanto – pelo menos no meu ponto de vista – são difundidas até à exaustão.

Existe uma era de clickbait e fake news muito presente e assente nos meios de comunicação social do mundo. É necessário combater estes métodos cada vez mais banalizados e informar e educar as pessoas para perceberem quando os meios de comunicação estão a usar estes métodos nas suas notícias.

Vocês conseguem detetar um clickbait? Conheciam este termo?

 

PS: Para quem não sabe, o clickbait é um método usado pela comunicação social para obter cliques nas notícias, habitualmente criam títulos intuitivos/enganadores para atraírem o leitor a abrir a notícia. São normalmente as notícias do “Veja como perder peso” por exemplo. Se quiserem posso falar um bocadinho mais sobre este assunto noutra publicação visto que é uma área que para além de me interessar muito, era o meu tema de tese.

29
Ago19

O nosso tempo é valioso

Já pensaram onde e com o que é que gastam a vossa energia e o vosso tempo?

Tita Vicente

Já pararam para pensar nas coisas que gastamos a nossa energia e tempo? Será que todas as coisas valem realmente a pena? Este tema surgiu na minha cabeça depois de ter escrito a publicação sobre dar valor ao tempo. Depois disso comecei a analisar mais profundamente sobre onde gastava o meu tempo, de que forma e quanta energia eu gastava para isso.

Percebi que passava (e tem dias que ainda passo) muitas horas nas redes sociais e sei que isso não me fazia bem. Há uns meses que adotei o sistema de seguir pessoas que o conteúdo é realmente importante ou que me ensina algo, isso fez com que eu deixasse de consumir tanto conteúdo “só porque sim”. Apliquei isso aquelas contas de pessoas famosas que na verdade eu não acompanho mais o trabalho, mas seguia só porque as acho bonitas ou assim. Fiz o mesmo com pessoas conhecidas que seguia, mas que já não me diziam nada e sobre as quais não me faz grande diferença saber se estão a almoçar no sítio X ou Y, por exemplo. Com isto o meu feed do Instagram tornou-se mais limpo, mais adequado aos meus gostos e como a quantidade de pessoas que seguia diminuiu fez com que agora passe menos tempo a fazer aquele scroll infinito. Quem diz o tempo que passava nas redes sociais, diz o tempo que às vezes perdia sem fazer nada, só a procrastinar e a pensar nas coisas que tinha para fazer.

Passei a ouvir mais podcasts, sobretudo aqueles que produzem conteúdo que me deixa a pensar e que me dá ideias para escrever e estimula a minha criatividade. Tenho ocupado o tempo a pesquisar sobre assuntos que me importam ou a tentar descobrir novos cursos que posso tirar para aprofundar conhecimentos em áreas que gosto verdadeiramente. Comecei a estar mais atenta e menos conectada quando estou com os meus amigos ou família. Passei a cozinhar mais e a deixar de encomendar tanta comida porque tinha preguiça ou me perdia no tempo.

Estou todos os dias a pensar em novas formas de como posso aplicar a minha energia e o meu tempo em coisas que me vão tornar uma pessoa melhor e que contribuem de forma positiva para o meu bem estar. Foram pequenas coisas que fui mudando, mas que no fim, quando vou analisar as mudanças percebo que agora me sinto mais feliz com as coisas que aplico a minha energia e que escolho melhor a forma como gasto o meu tempo.

Já pensaram onde gastam o vosso tempo? E o que poderiam fazer para melhorar onde aplicam a vossa energia?

28
Ago19

Uma luta chamada: voltar ao ginásio

Tita Vicente

Este ano uma das minhas metas pessoais era voltar ao ginásio. O ano passado quando trabalhava na loja eu consegui atingir o meu máximo e ir 4 vezes por semana ao ginásio, o que para mim era algo impossível. Depois quando troquei de trabalho acabei por deixar todo o trabalho de meses cair por terra.

Depois de tanta gente dizer que devia voltar, que funciona como um escape, que faz bem para a nossa saúde e com um colega de casa muito fitness decidi que era hora de voltar. Em agosto fiz a inscrição e agora resta-me ganhar coragem para regressar a este mundo. A verdade é que eu não gosto de ginásios, mas eu sei que me faz bem não só fisicamente, mas como psicologicamente. O meu único problema é: eu detesto ir ao ginásio nas horas em que toda a gente vai porque eu não tenho paciência para esperar a máquina que quero estar disponível e depois sentir aquela pressão de que tenho sempre alguém a olhar para eu sair rapidamente daquele equipamento. Arranjar uma vaga numa aula é uma luta constante – olá fitness hut, vamos melhorar o sistema! – e os horários das aulas parecem-me mais estranhos do que aquilo que eu me lembrava.

Agora a verdadeira luta é eu não quero só voltar ao ginásio, eu quero ser a pessoa que acorda de manhã mais cedo e vai ao ginásio antes de trabalhar! E isto custa porque eu entro todos os dias às 9h da manhã e tenho sempre uma viagem de meia hora entre casa e o trabalho, logo ir ao ginásio pelo menos uma hora antes de ir trabalhar implica sair de casa às 7h da manhã o que para mim é algo que me custa. Eu gosto de dormir, de ter aquele meu tempo para acorde de manhã, é todo um processo complexo. Mas esta é a nova missão que tenho e quero concretizar até ao final do ano. A primeira atitude já está tomada, deitar-me mais cedo o que faz com que eu acorde naturalmente mais cedo.

E vocês, vão ao ginásio? Conseguem ir de manhã?

27
Ago19

Offline por uma semana

Será possível ficar longe das redes sociais?

Tita Vicente

Quando fui ao Gerês fiquei meio que privada das redes sociais por dois motivos: a rede era fraca na maioria dos sítios onde estive e porque estava mais focada em conviver com as pessoas em vez de com o telemóvel. Dois dias se passaram nesta aventura e quando regressei a Lisboa, decidi que na segunda feira iria apagar as redes sociais do meu telemóvel - sendo que eu já só tenho a aplicação do Instagram - e que iria iniciar um processo de uma semana longe das redes sociais.

O primeiro dia foi muito engraçado porque o meu cérebro automaticamente sempre que desbloqueava o telemóvel para fazer algo me induzia a ir procurar a aplicação. É algo que já faz tanto parte do nosso quotidiano seja ao acordar, para as pequenas pausas do trabalho, para quando estamos naquelas horas de tédio que é algo automatizado completamente. Foi um dia tranquilo, confesso que não senti grande falta e tentei ocupar os tempos que usava para o insta com outras coisas mais produtivas.

Já estava no meu quarto dia sem redes sociais e tive de voltar a instalar a aplicação no telemóvel porque me inscrevi num curso onde dão algumas dicas extras através dos stories e então eu precisava de pelo menos ver esse perfil. Confesso que mesmo depois da aplicação instalada ao telemóvel recorri muito menos vezes a ela para “matar” os tempos mortos onde habitualmente a usava. Aprendi a usar esses tempos para ouvir - e estar mais concentrada - em podcasts, instalei um jogo de palavras que estimula o cérebro, passei a estar mais atenta ao que me rodeava.

O balanço final de uma semana “longe” das redes é positivo. Apesar de não ter cumprido totalmente o meu objetivo inicial de uma semana completa de detox social, acho que foi uma experiência positiva só pelo facto de me obrigar a pensar e agir de outra forma. Agora o Instagram já não é a primeira aplicação que eu abro quando acordo, nem a primeira que procuro quando desbloqueio o telemóvel. Aliás alguns amigos chegaram mesmo a dizer que notaram que eu estava mais ausente das redes o que me deixou feliz, pois percebo que cumpri uma parte do meu objetivo com este afastamento.

E ai, alguém já tentou fazer algo parecido ou pensou em fazer?

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