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Hela | Moda e tendências

Um olhar diferente sobre a moda. ✨ Aqui falamos de moda, tendências, opiniões e muito mais.

11
Ago19

A magia do analógico

Tita Vicente

Sempre admirei imenso as fotos antigas que tenho lá por casa, dos tempos em que ainda se fotografava sem saber o resultado final. Adoro a magia do analógico e confesso que deixei de usar pela preguiça de esperar pelo resultado e também pelos custos elevados que se associaram a este tipo de produtos desde que entramos nesta Era digital.

Já há algum tempo que queria comprar uma máquina analógica, pesquisei muito e falei com a Joana — que para quem não conhece é fotografa e só faz trabalhos incríveis — e já tinha mais ao menos a máquina que queria em mente, mas depois lembrei-me que se procurasse em casa do meu pai, de certeza que iria encontrar alguma por lá perdida. Foi isso mesmo que aconteceu, uma máquina ainda, esperava eu, pronta a ser usada, com um rolo lá dentro por revelar. Após uma breve passagem pela loja, Máquinas de outros tempos, no Porto, a confirmação de que estava pronta a ser usada chegou e com ela veio um rolo novinho para casa e pronto para ser usado.

A ocasião para “estrear” a máquina está para breve, mas naquele dia aproveitei também para comprar uma máquina descartável da Kodak para testar durante o fim de semana do São João e para levar comigo durante a minha viagem de aniversário. A semana passada a minha mãe mandou revelar as fotos e o resultado não podia ser melhor. O contraste das cores aliado à magia de já não saber bem as fotos que tinha tirado ou se tinham saído exatamente como eu esperava é algo da qual tinha imensa saudade. 

 

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Foto tirada por mim

09
Ago19

A responsabilidade de os fazer partir

(Felizmente) a eutanásia nos animais é permitida.

Tita Vicente

No dia 4 de agosto fui obrigada a tomar uma decisão que ninguém devia ter de tomar, decidir se alguém iria viver ou partir. A minha companheira de quatro patas foi parar ao veterinário onde descobrimos que tinha uma doença em estado muito avançado e que isso lhe estava a causar sofrimento. Durante os primeiros dias, após o internamento, a veterinária medicou-a para as dores e para a doença, deram-lhe de comer por uma sonda no nariz e soro diário para que ela se mantivesse o mais estável possível.

Os dias passaram a ter um horário de visita para o veterinário e todos os dias a víamos fugir mais um pouco de nós. Foi difícil. Ninguém está preparado para aceitar a morte de alguém que faz parte das nossas vidas há dezasseis anos — eu tenho vinte e quatro — e muito menos de forma tão inesperada. Naquele domingo, fomos com a esperança de que tudo se iria resolver e que ainda a conseguiríamos trazer para casa, para o lugar onde ela pertencia, mas a vida já tinha outros planos. Após algumas análises o pior cenário veio confirmar-se. A doença tinha progredido rapidamente e a veterinária disse que a partir de agora a probabilidade de ela começar a sofrer e dos medicamentos pararem de fazer o efeito era muito alta.

Aquele foi o dia em que tivemos de tomar uma das piores decisões que alguém pode ter de tomar. Tivemos de autorizar tirar a vida da nossa princesa. Não é algo que se queira fazer, mas só tinha duas opções: ou tomávamos a decisão ou ficávamos a vê-la sofrer até acabar por morrer naturalmente e isso, para nós, não era opção. Ninguém merece passar os últimos momentos/dias de vida em sofrimento.

Hoje eu espero que ela esteja num lugar bom, que esteja a resmungar com todos os gatinhos que lhe tiram o sossego que ela tanto gosta. Espero que esteja sentada num sofá a apanhar banhos de sol e que nunca pare de resmungar com quem a incomoda. A minha vida é um bocadinho mais triste sem ti e sem o teu mau feitio, que é tão semelhante ao meu. Foram dezasseis anos incríveis e cheios de amor.

Serás sempre, sempre, sempre a minha princesa resmungona preferida.

 

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Foto tirada por mim

08
Ago19

Ausências sem explicação

Nem tudo precisa de ter uma razão óbvia.

Tita Vicente

Já não escrevia aqui há mais de um mês, mas desta vez não tenho nenhuma razão específica/cientifica para este "afastamento". Fui de férias no início de julho, uma viagem incrível, sobre a qual ainda quero escrever aqui, pois acho que vai ajudar a desmistificar um pouco o país que escolhi para fazer férias. O problema é que quando voltei simplesmente não me apetecia, tão simples quanto isto, não me apetecia escrever. 

Andei até agora para "recuperar" esta vontade de escrever, porque só eu sei o bem que isto me faz. Mas por vezes é complicado, é complicado manter a rotina de alimentar um blog com conteúdo, sobretudo sem sentir que esse conteúdo pode ser completamente inútil. 

Por agora voltei. Não sei com que frequência, não sei por quanto tempo até voltar a sofrer de falta de vontade - que me acontece imensas vezes - mas por agora estou cá. Aproveitei também para dar uma cara nova ao blog, eu sei, a anterior não tinha muito tempo, mas eu gosto de andar sempre a mudar a casa. 

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