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Hela | Moda e tendências

Um olhar diferente sobre a moda. ✨ Aqui falamos de moda, tendências, opiniões e muito mais.

14
Set19

Ser feminista no século XXI

O que é para ti ser feminista?

Tita Vicente

No outro dia escrevi uma publicação sobre a responsabilidade de ser influenciador, nomeadamente sobre o caso da Mafalda Sampaio não saber a definição de feminista. Tudo aquilo me chocou, mas no fim percebi que ela não era a única. Após uma sondagem no Instagram dela, percebi que a desinformação é, na verdade, muito maior visto que 47% das pessoas também, tal como ela, tinham uma ideia errada do feminismo. Se calhar é só a mim que me choca, que sempre procurei imensos exemplos na internet, que li livros sobre o assunto e que sempre me preocupei em estar informada sobre este assunto. Foi um tema que sempre me tocou particularmente e, por isso, acho que sempre procurei saber mais e mais e nunca identifiquei uma feminista como alguém que odeia homens.

Ser feminista para mim sempre teve a ver com a igualdade de géneros, com a oportunidade de lutar para dar voz a mulheres que vivem em países onde ainda são oprimidas. Vai muito para além de pregar ao mundo que se odeia homens e de passar a ideia de que a mulher é um ser completamente superior ao homem. Acredito na meritocracia e na igualdade de oportunidades. Não consigo perceber como existem mulheres por aí que se dizem feministas, mas tudo o que fazem é serem, como um amigo meu diria, feminazis. Faz-me confusão que em pleno século XXI, para além de se lutar pela igualdade, também tenhamos de lutar para combater a desinformação sendo que tudo está à distância de uma pesquisa hoje em dia.

Na publicação que fiz alguém deixou um comentário a dizer que o próprio dicionário dá várias definições do assunto e a verdade é que ao longo do tempo a definição de feminismo foi atualizada, como tudo na vida, porque sofreu várias transformações. Tal como respondi aquele comentário - e já disse aqui antes - para mim ser feminista é lutar pela meritocracia nos países onde já temos uma voz e pela igualdade de direitos nos países onde isso ainda é um tabu. É lutar para que as melhores que não são donas de si o possam ser.

Vou deixar-vos aqui um link de dois textos que gostei muito. Num deles explicam-se conceitos feministas que todos deveriam conhecer e no outro fala um pouco mais profundamente do feminismo radical. Deixo-vos ainda dois livros da Chimamanda Ngozi Adichie, “Querida kjheawele - como educar para o feminismo” e “Todos devemos ser feministas”. São de leitura super fácil, muito pequenos e que dão as ideias essenciais para quem quer começar a perceber mais do assunto.

Gostavam que abordasse mais sobre este tema aqui no blogue? Não deixem de partilhar a vossa opinião sobre este assunto.

12
Set19

A responsabilidade de ser influenciador

Tita Vicente

Nem todos devem ter reparado nisto e acredito que para muita gente este assunto que vos vou falar, passou completamente ao lado, mas a mim – e a alguns amigos – não. Ontem a Mafalda Sampaio, mais conhecida como Maria Vaidosa, estava a responder a um Q&A, até aqui tudo bem. O problema foi quando lhe perguntaram se ela se considerava feminista, ao qual ela responde que “não”, mas que todos os homens deviam trabalhar e chegar a casa e ainda cuidar da casa e dos filhos enquanto as mulheres iriam fazer outras coisas que são consideradas tarefas dos homens como ir jogar futebol, sair, etc. Pelo meio ainda existiram alguns stories que, entretanto, saíram do ar – penso eu, porque não os encontro – porque como seria de esperar a resposta de que a Mafalda não se assume como feminista fez comichão a muita gente – e eu incluo-me neste grupo. No fim das contas, e depois de umas explicações por mensagem privada, a Mafalda lá se assumiu como feminista.

Ora agora vamos falar de algo muito sério. Eu não a critico por ela ter dito inicialmente que não era feminista, existe liberdade de expressão e não precisamos todos de ter a mesma opinião, eu critico-a porque para alguém na posição dela e no século em que nos encontramos, não saber o que é ser feminista é chocante. A questão aqui é que para uma pessoa que tem uma revista onde fala tanto de empoderamento feminino, de igualdade e que passa uma opinião clara de ser feminista, assumir que não o é porque “não sabe qual é a definição” é no mínimo estranho/hipócrita, na minha opinião.

Acho que vivemos numa era em que a informação está à distância de um simples clique e que assuntos tão importantes como este deveriam de ser conhecimento geral de toda a gente. Não consigo achar normal que depois ela diga que não se considerava feminista porque não é ativista quando uma coisa, pelo menos para mim, não tem nada a ver com a outra. Acho que ela passou a mensagem errada, pois acredito que na mente dela o ser feminista são aquelas pessoas que andam aos sete ventos a pregar ao mundo que odeiam homens e como ela não se identifica com essa ideia achou que não era feminista. O problema aqui é que ela é uma influencer, o que ela diz/faz tem muito peso na vida dos outros e o facto de ela deixar no ar a ideia de que “só se é feminista quando se é ativista e se odeia homens”, passa uma imagem completamente errada do que é na verdade ser feminista e da luta que as mulheres e homens que se assumem feministas travam todos os dias. Tudo aqui é errado e sobretudo quando tudo isto se deve ao factor desinformação.

Qual é a vossa opinião sobre este assunto?

11
Set19

Um problema chamado: crises de criatividade

Existe um truque ou um milagre para este problema?

Tita Vicente

Tenho blogues há muitos anos e em todos senti que houve períodos em que não sabia sobre o que escrever. Existem momentos em que a criatividade parece que desaparece e eu entro num bloqueio em que não sei sobre o que falar. Não sei porque estas coisas acontecem, mas sei que acontece com mais pessoas. Mas afinal como podemos estimular a nossa criatividade?

Esta foi a pergunta que mais fiz a mim própria nos meses em que este blogue esteve parado. Onde é que poderia estimular a minha criatividade, quais seriam os métodos que as pessoas utilizavam para exercitar a delas. Comecei a ver muitos vídeos no YouTube e a ler mais blogues, comecei a ver mais séries e a falar mais com as outras pessoas e “do nada” a minha mente parecia que voltava a ser criativa novamente. Não sei explicar, mas acho que o que mais estimula a minha criatividade – e se calhar a de toda a gente – é ver o conteúdo das outras pessoas. Às vezes uma ideia que alguém lança num vídeo ou num podcast ou até mesmo numa publicação fazem-me pensar em vários assuntos e isso estimula a minha criatividade para não só escrever sobre esses assuntos que são lançados para o ar como pensar em formas de eu própria produzir conteúdos e ser eu a exercer o papel de lançar ideias.

O facto de me “obrigar” a estimular a minha criatividade tem contribuído imenso para não só produzir conteúdos para o blogue como para me sentir uma pessoa mais culta. Ou seja, eu tenho-me preocupado em estar mais atenta aos assuntos que acontecem à minha volta, em ouvir mais as pessoas e em procurar ver conteúdos mais diversificados.

E vocês, como estimulam a vossa criatividade?

04
Set19

Como mudei o rumo do blog

Tita Vicente

Inicialmente quando entrei no mundo dos blogs, criei-o para ser uma espécie de diário virtual onde iria como que apontar as coisas que se passavam no meu dia. Claro que o blog era anónimo e que os nomes eram trocados - não fosse alguém descobrir -, mas mesmo com o passar dos anos essa ideia foi-se mantendo, mais ao menos pública do que era o meu dia-a-dia. 
Quando regressei ao mundo dos blogues, em 2017, sabia que queria fazer algo de diferente. Não queria um diário online, mas também não queria um blog sobre moda apenas. Queria um espaço onde eu me pudesse expressar livremente e falar não só sobre acontecimentos do dia-a-dia, mas também de assuntos que me interessam e sobre a atualidade. Um espaço que fosse meu, mas que também captasse a atenção de quem por aqui viesse. 
Confesso que no início foi difícil, estive muitas vezes perdida e sem rumo, pois não sabia bem o que queria fazer. Tinha imensas vezes crises de criatividade (mas isso é assunto para outra publicação). Quando comecei a pensar a sério no que queria realmente fazer com este cantinho, percebi que algumas coisas teriam de mudar. Foi assim que deixei o "22 e agora?" para trás e surgiu o Hela, no início de Maio. O Hela, é para mim, a minha versão adulta e (um pouco) mais madura de quem eu sou. Acho que finalmente acertei com o rumo que queria para o blog e isso deixa-me extremamente feliz, até mesmo pelo feedback que tenho recebido. O problema é que eu adoro escrever e sempre me fez bem escrever sobre o que se passa comigo e com a minha cabeça. Já não fazia sentido escreve-lo no blog e foi assim que surgiu outra paixão: o journaling. O processo foi simples: fui à Tiger comprar um caderno liso de capa preta e comecei a escrever todas as noites sobre o meu dia. Graças ao journaling consigo apresentar uma versão mais clean e madura (espero eu) daquilo que quero falar e não ser um blog diário como foi noutros tempos. 
Eu cresci e inevitavelmente o blog cresceu comigo. 

Qual é a vossa relação com blogues?