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Hela

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12
Set19

A responsabilidade de ser influenciador

Tita Vicente

Nem todos devem ter reparado nisto e acredito que para muita gente este assunto que vos vou falar, passou completamente ao lado, mas a mim – e a alguns amigos – não. Ontem a Mafalda Sampaio, mais conhecida como Maria Vaidosa, estava a responder a um Q&A, até aqui tudo bem. O problema foi quando lhe perguntaram se ela se considerava feminista, ao qual ela responde que “não”, mas que todos os homens deviam trabalhar e chegar a casa e ainda cuidar da casa e dos filhos enquanto as mulheres iriam fazer outras coisas que são consideradas tarefas dos homens como ir jogar futebol, sair, etc. Pelo meio ainda existiram alguns stories que, entretanto, saíram do ar – penso eu, porque não os encontro – porque como seria de esperar a resposta de que a Mafalda não se assume como feminista fez comichão a muita gente – e eu incluo-me neste grupo. No fim das contas, e depois de umas explicações por mensagem privada, a Mafalda lá se assumiu como feminista.

Ora agora vamos falar de algo muito sério. Eu não a critico por ela ter dito inicialmente que não era feminista, existe liberdade de expressão e não precisamos todos de ter a mesma opinião, eu critico-a porque para alguém na posição dela e no século em que nos encontramos, não saber o que é ser feminista é chocante. A questão aqui é que para uma pessoa que tem uma revista onde fala tanto de empoderamento feminino, de igualdade e que passa uma opinião clara de ser feminista, assumir que não o é porque “não sabe qual é a definição” é no mínimo estranho/hipócrita, na minha opinião.

Acho que vivemos numa era em que a informação está à distância de um simples clique e que assuntos tão importantes como este deveriam de ser conhecimento geral de toda a gente. Não consigo achar normal que depois ela diga que não se considerava feminista porque não é ativista quando uma coisa, pelo menos para mim, não tem nada a ver com a outra. Acho que ela passou a mensagem errada, pois acredito que na mente dela o ser feminista são aquelas pessoas que andam aos sete ventos a pregar ao mundo que odeiam homens e como ela não se identifica com essa ideia achou que não era feminista. O problema aqui é que ela é uma influencer, o que ela diz/faz tem muito peso na vida dos outros e o facto de ela deixar no ar a ideia de que “só se é feminista quando se é ativista e se odeia homens”, passa uma imagem completamente errada do que é na verdade ser feminista e da luta que as mulheres e homens que se assumem feministas travam todos os dias. Tudo aqui é errado e sobretudo quando tudo isto se deve ao factor desinformação.

Qual é a vossa opinião sobre este assunto?

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