Já não temos só um padrão

Como já perceberam pelo post de ontem, esta semana estou numa de fazer uma espécie de chill talk, mas em texto. Selecionei uns temas, que me surgiram nós últimos tempos e decidi escrever sobre eles para que assim possamos partilhar opiniões e discutir ideias.

Ontem falámos de como os millennials, na minha opinião, não ligam muito a certas opiniões e hoje quero falar de como estamos a desconstruir padrões.

Quem não se lembra do tempo em que fugir ao padrão da mulher magra, de cabelo comprido, que usa saltos, põem maquilhagem e é um ser super educado e que aceita praticamente tudo era um problema? Fugir ao padrão era ser considerada rebelde, problemática e tantos outros rótulos. Felizmente não vivi nesta época, mas tenho a certeza que teria sido considerada rebelde porque fujo e não é pouco a este padrão. A verdade é que os tempos estão a mudar, o mundo está a mudar e isto está a impactar imenso a vida das pessoas.

Neste momento atravessámos uma fase em que se estão a desconstruir muitos padrões que eram tidos como certos seja no campo psicológico do ser humano, seja no campo físico. E é neste último que eu me quero focar, para fazer aqui uma pequena conexão com o mundo da moda. Esta área está a passar por alterações gigantes e uma desconstrução de padrões absurda. Graças a marcas como, por exemplo, a Fenty da Rihanna existe uma maior preocupação em tornar as marcas no geral mais inclusivas, mais abrangentes seja em termos de tamanhos disponíveis ou de cores proporcionadas ao cliente. Quem não se apercebeu que a Victoria Secrets foi obrigada a cancelar o desfile mais icónico deste meio devido à pressão para se tornarem uma marca mais inclusiva?

Estamos num bom caminho. Claro que é um caminho ainda longo, mas pelo menos neste momento é um caminho mais evidente do que era há alguns anos.

0eb58f5adbd9ea155ac1384ca57862de.jpgDesenho da incrível Helena Morani

E vocês, qual é a vossa opinião sobre padrões?