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Hela | Moda e tendências

Um olhar diferente sobre a moda. ✨ Aqui falamos de moda, tendências, opiniões e muito mais.

04
Out19

Os dois seres humanos mais especiais

Hoje é o dia mundial do animal.

Tita Vicente

Hoje é o dia mundial do animal e por muito “careta” que isto possa parecer eu quero vir deixar aqui a minha marquinha de agradecimento ao que eu considero ser o meu ser humano preferido. O Kiko não foi o meu primeiro animal de estimação. Não foi o primeiro com quem convivi diariamente, mas é sem dúvida o mais especial que já tive.

Sem contar com os peixinhos, o meu primeiro animal de estimação foi um cão. Durou muito pouco tempo, cerca de 15 dias, porque eu era muito nova – frequentava provavelmente o 4º ano – e lembro-me de ter discussões com a minha mãe e de fazer birras de que não queria ir para a escola porque o meu fiel amiguinho novo iria ficar sozinho todo o dia e ia ser um infeliz. Claro que ao fim de 15 dias a minha mãe decidiu que o melhor era arranjar outra família e que tão cedo não me iria deixar ter outro animal que não um peixe.

Quando fui para o quinto ou sexto ano de escolaridade comecei a pedir à minha mãe para adotarmos um gato. Não me perguntem como, mas a minha mãe aceitou logo à primeira e começamos a procurar associações de animais ou lojas que tivessem gatos para adoção e foi aqui que surgiu a Kitty. A Kitty foi adotada numa loja de animais no Parque Nascente e lembro-me perfeitamente de que quando a vi pela primeira vez soube de imediato que a queria como companheira. A senhora contou-nos toda a história e como ela era um pouco uma gata traumatizada porque a antiga dona tinha mais gatos em casa que acabaram por excluir a nossa princesa e ela viu-se obrigada a dá-la para adoção, ou seja, foi assim que ela chegou até nós. Fomos muito felizes com ela, apesar de não ser a gata mais sociável, ela estava sempre quando nos sentíamos mais em baixo.

Mas a minha vida mudou quando adotei o Kiko. Ele foi o primeiro animal que é exclusivamente responsabilidade minha. Quando me mudei para Lisboa soube logo que queria adotar um gato porque sentia muita falta de ter uma companhia. O Kiko apareceu na minha vida em junho de 2018 e sem dúvida alguma que desde aí sou muito mais feliz. O início foi um pouco conturbado, cheguei a pensar em desistir de tudo porque ele era bastante rebelde, mas após alguma paciência e gritos a dizer que não podia roer cabos de telemóvel ou acordar-me às 4h da manhã por querer mimos tudo mudou e, hoje em dia, ele é bastante mais calmo e muito mais mimado. Ele aprendeu a apanhar a bolinha, está sempre ao meu lado quando eu me sinto mais em baixo, responde quando chamo por ele e dorme todos os dias ao meu lado na sua almofadinha, tal como um ser humano. O Kiko é muito especial para mim e espero poder ter a mesma sorte que tive com a Kitty e que ele dure 16 ou mais anos ao meu lado.