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Hela

Another blog, same thing. ✨ Aqui falamos de moda, tendências, opiniões e muito mais.

15
Nov19

Eu preciso da TUA ajuda

Tita Vicente

Pois é, o post de hoje não vai ter conteúdo informativo como vos tenho habituado. Hoje venho pedir-te a tua ajuda, sim leste bem! Quero começar a produzir cada vez mais conteúdos, seja aqui para o blogue, seja para o Instagram. Para isso preciso também de saber o que é que vocês querem ver. Quais são as dúvidas que tens? Eu quero ajudar-te com essas dúvidas! Não importa que achas que são básicas demais ou que toda a gente já devia saber porque eu estou cá é para ajudar. Podem ser dos mais variados temas: desde moda, a maquilhagem, a looks do dia. 

Se puderem vejam o vídeo e deixem-me as vossas sugestões nos comentários. Como vocês sabem a vossa opinião é muito importante para mim!

 

igtv2.pngClica na imagem para veres o vídeo

11
Nov19

Os estereótipos de beleza nos filtros do Instagram

Tita Vicente

A semana passada estava a ver ouvir o podcast Meio Fio e aquele episódio era sobre filtros de beleza do Instagram. Basicamente, o mote daquele tema foi o facto de a plataforma ter anunciado que iria retirar os filtros que modificam muito o rosto e que apelam à cirurgia estética.

Isto não é um conteúdo de moda como vos tenho habituado agora, mas acho que é um tema que merece uma reflexão, por isso cá vai. Agora que toda a gente pode criar filtros para a plataforma e eles deixaram de ter um controlo direto sobre os filtros que podemos usar houve um boom (pelo menos eu reparei muito nisso) de pessoas a usarem filtros e sobretudo daqueles que modificam o rosto. Existe de tudo: os que afinam o rosto, os que modificam o nariz, os que alisam a pele e uma infinidade de outras coisas. O que aconteceu é que as pessoas começaram a usar muito os filtros e para os mais "distraídos", alguns passam até despercebidos se não tivermos atenção ao canto superior esquerdo (onde aparece a dizer se a pessoa esta a usar ou não). Algumas pessoas já não aparecem sem eles, seja para fotos ou para vídeos. 

Eu uso filtros. Uso os filtros que têm aquelas frases engraçadas, uns que dão uma cor mais vintage ao story e pouco mais. Claro que já testei os filtros que aumentam a boca, que colocam sardas e assim, mas não os uso no meu dia-a-dia porque acho que para mim não faz sentido. Eu, pessoalmente, não quero passar uma ideia errada às pessoas que me seguem. Quero que eles gostem de mim e do conteúdo que eu partilho mesmo que por detrás disso não esteja uma pessoa perfeita. Para mim não faz sentido aparecer sempre com filtros, perfeita quando na realidade eu raramente uso maquilhagem no dia-a-dia. Temos de saber balançar as coisas, como em tudo na vida, e tentar perceber se aquilo poderá ou não ser prejudicial para certas pessoas. 

Uma das meninas do podcast, a Julia Ribeiro de Lima (@juribeirodelima), na altura deixou nos seus stories, antes da gravação, algumas perguntas sobre o assunto e uma delas era se nós gostávamos de quem éramos mesmo que não fossemos a pessoa que somos com o filtro. Isto deixou-me a pensar muito sobre o assunto porque eu tenho noção, eu gosto de mim mesmo não tendo aquela boca perfeita com que os filtros me deixam, mas se calhar pessoas que tenham uma auto estima mais baixa pode deixá-las ainda pior. Já pensaram sobre isso? 

 

filtro_instagram.jpgFotos tiradas por mim

 

Agora eu quero saber: o que é que vocês acham sobre este assunto? Usam filtros?

16
Out19

Para quem é que tu escreves?

Tita Vicente

Sempre me interessei muito pela influência no meio digital e as formas como cada um a usa a seu favor, não é à toa que este mundo é o meu escape desde que sou adolescente. Formei-me em Jornalismo e, nos últimos dois anos, comecei a interessar-me mais sobre a área do Marketing, pois percebi que tudo estava interligado. Tenho pesquisado muito sobre o assunto, entrado em vários grupos, procurado vários especialistas e tudo aquilo que posso fazer gratuitamente ou com um custo que caiba no meu orçamento.  

Durante os últimos tempos uma das questões em que mais tenho pensado é: qual é o meu público? Para quem é que eu quero escrever? Quem é que eu quero que me “ouça”? Estas são as questões que a maioria destes cursos e todas as pessoas nos fazem. No fundo, estas perguntas devem-nos ajudar a definir o nosso nicho e eu nunca soube responder a 100%. Aliás, ainda hoje não sei. 

Lifestyle é um nicho demasiado abrangente, apesar de achar que é o que eu me enquadro melhor. Eu escrevo um pouco sobre tudo: atualidade, moda, cinema, etc. Escrevo sobre o que gosto, o que me vai na cabeça. Mas quando penso no nicho para o qual gostaria de falar é inevitável, o meu cérebro automaticamente pensa em moda. O problema é que este é, provavelmente, um dos que exige mais esforço criativo porque as pessoas habituaram-se a procurar informações sobre este assunto no Youtube ou no Pinterest e deixaram de procurar as informações nos blogues. Mas como é este o nicho para o qual eu mais gostaria de escrever tenho pensado de que forma poderei trazer isso aqui para este cantinho de forma mais criativa. Estou a fazer alguns cursos e a procurar assuntos que eu gostaria de explorar dentro desta área.

Agora resta saber, dos leitores assíduos aqui do cantinho, este era um tema que gostariam de ver aqui no blogue? Tal como disse, não pretendo deixar de escrever sobre os outros assuntos, mas gostava de explorar um pouco mais esta área aqui.

14
Set19

Ser feminista no século XXI

O que é para ti ser feminista?

Tita Vicente

No outro dia escrevi uma publicação sobre a responsabilidade de ser influenciador, nomeadamente sobre o caso da Mafalda Sampaio não saber a definição de feminista. Tudo aquilo me chocou, mas no fim percebi que ela não era a única. Após uma sondagem no Instagram dela, percebi que a desinformação é, na verdade, muito maior visto que 47% das pessoas também, tal como ela, tinham uma ideia errada do feminismo. Se calhar é só a mim que me choca, que sempre procurei imensos exemplos na internet, que li livros sobre o assunto e que sempre me preocupei em estar informada sobre este assunto. Foi um tema que sempre me tocou particularmente e, por isso, acho que sempre procurei saber mais e mais e nunca identifiquei uma feminista como alguém que odeia homens.

Ser feminista para mim sempre teve a ver com a igualdade de géneros, com a oportunidade de lutar para dar voz a mulheres que vivem em países onde ainda são oprimidas. Vai muito para além de pregar ao mundo que se odeia homens e de passar a ideia de que a mulher é um ser completamente superior ao homem. Acredito na meritocracia e na igualdade de oportunidades. Não consigo perceber como existem mulheres por aí que se dizem feministas, mas tudo o que fazem é serem, como um amigo meu diria, feminazis. Faz-me confusão que em pleno século XXI, para além de se lutar pela igualdade, também tenhamos de lutar para combater a desinformação sendo que tudo está à distância de uma pesquisa hoje em dia.

Na publicação que fiz alguém deixou um comentário a dizer que o próprio dicionário dá várias definições do assunto e a verdade é que ao longo do tempo a definição de feminismo foi atualizada, como tudo na vida, porque sofreu várias transformações. Tal como respondi aquele comentário - e já disse aqui antes - para mim ser feminista é lutar pela meritocracia nos países onde já temos uma voz e pela igualdade de direitos nos países onde isso ainda é um tabu. É lutar para que as melhores que não são donas de si o possam ser.

Vou deixar-vos aqui um link de dois textos que gostei muito. Num deles explicam-se conceitos feministas que todos deveriam conhecer e no outro fala um pouco mais profundamente do feminismo radical. Deixo-vos ainda dois livros da Chimamanda Ngozi Adichie, “Querida kjheawele - como educar para o feminismo” e “Todos devemos ser feministas”. São de leitura super fácil, muito pequenos e que dão as ideias essenciais para quem quer começar a perceber mais do assunto.

Gostavam que abordasse mais sobre este tema aqui no blogue? Não deixem de partilhar a vossa opinião sobre este assunto.