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Hela

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25
Ago19

Usar e abusar das entregas de comida

Tita Vicente

A semana passada deparei-me com uma notícia de que a Bolt também iria lançar um serviço de entrega de comida, um Bolt Eats digamos. Calma, ainda não existe em Portugal e também não tem previsão para chegar ao nosso mercado, mas se formos a ver já temos as opções necessárias em Portugal. Temos Uber Eats, temos Glovo e uma data de restaurantes que fazem entregas próprias.

Quando vivia no Porto, com os meus pais, raramente mandávamos entregar comida em casa e quando o fazíamos eram sempre pizzas. Hoje em dia, vivo em Lisboa e o cenário é completamente diferente. Antes de mudar de casa eu costumava encomendar comida imensas, em alguns meses cheguei a ser cliente Uber Star de tantas encomendas/viagens que fazia. Cheguei ao cúmulo de ter de eliminar a aplicação do meu telemóvel para não cair na tentação.

Estas aplicações são muito boas, eu reconheço, mas ao mesmo tempo também nos fazem gastar imenso dinheiro que poderíamos estar a poupar ou a aplicar noutros campos. Eu cheguei ao ridículo de durante uma semana quase todos os dias encomendar comida para jantar e parecendo que não foi uma semana em que gastei imenso dinheiro desnecessariamente! Antes quase todos os domingos que passava sozinha em casa eram sinónimo de encomendar comida porque depois eu sofro daquela preguiça crónica de cozinhar apenas para mim.

Para terem noção durante o mês de julho não fiz uma única encomenda na Uber Eats. Resultado? Um email com um código de promoção de 20% na próxima encomenda e outro para uma entrega grátis, fora o que eu já tenho por ser WTF – que para quem não sabe temos direito a um desconto numa viagem e uma entrega de comida gratuita.             

Quando os meus tios, que estão emigrados na Suíça, cá estiveram falamos destes serviços de entrega. Eles ainda não existem lá, apenas alguns restaurantes fazem entregas de comida e o meu tio falou de como se tivessem este serviço lá iria mudar todo o sistema deles enquanto país e como iria mexer na economia. Eles são muito adeptos de os trabalhadores terem as suas horas de descanso, de chegar a uma certa hora e estar tudo fechado. Uma visão completamente diferente da nossa.

Todos os serviços têm as suas vantagens e desvantagens, a questão é se estamos a saber dar-lhes o devido uso ou se estamos a exagerar. Vocês são adeptos destas aplicações, costumam usar?